Checklist IFRS 16 2025/2026: o que sua empresa precisa ter pronto antes do próximo ciclo
- Fábio Campelo
- 18 de dez. de 2025
- 3 min de leitura

Se você trabalha com controladoria ou contabilidade corporativa, sabe que IFRS 16 nunca foi só “mais uma norma”. Ela mexe com o coração financeiro da empresa: ativos, passivos, despesas, EBITDA, covenants, auditoria.
E quando chega dezembro, a pergunta muda de tom. Não é mais “estamos fazendo IFRS 16 certo?”. É: “A gente está pronto para fechar o ano e entrar no próximo ciclo sem susto?”
Esse checklist é para responder isso com clareza.
Você tem um inventário completo de contratos de arrendamento?
Parece básico, mas ainda é onde muita empresa falha.
Inclua:
imóveis (lojas, escritórios, centros de distribuição)
frotas
equipamentos locados
contratos embutidos (quando o arrendamento está dentro de um contrato maior)
Sem inventário atualizado, IFRS 16 vira estimativa. E estimativa vira risco.
Os contratos estão centralizados e com versões válidas?
Durante o ano, contratos mudam. Renovações, distratos, aditivos, reajustes, renegociações.
Se essas versões ficam espalhadas, uma delas sempre acaba sendo usada errada no fechamento.
Pergunte ao time:
todos acessam a mesma base?
sabemos qual é a versão vigente?
conseguimos rastrear por que um contrato mudou?
As premissas de cálculo estão claras e documentadas?
Taxa incremental, prazo de arrendamento, opção de renovação, valor variável, componentes não arrendados.
Isso tudo precisa estar:
definido
validado
registrado
Auditoria não quer só o número final. Quer entender a lógica.
Você recalcula impactos quando há aditivos ou mudanças relevantes?
Um simples aditivo que aumenta prazo ou valor pode alterar ativo, passivo e despesa financeira.
Empresas maduras em IFRS 16 não recalculam só no fim do ano. Elas acompanham o impacto ao longo do ciclo.
Existe rastreabilidade entre contrato → cálculo → lançamento contábil?
Essa é uma das cobranças que mais cresce em auditoria.
Se um auditor perguntar “me mostre o caminho desse número”, você precisa conseguir:
contrato → parâmetros → cálculo → memórias → integração → lançamento.
Sem isso, o fechamento vira defesa em vez de transparência.
Seus lançamentos são automáticos ou ainda dependem de planilha?
Aqui está a diferença prática entre estar “aplicando IFRS 16” e estar “preparado para IFRS 16”.
Lançamento manual significa:
risco de erro humano
retrabalho se um contrato muda
tempo perdido em conferência
dificuldade de justificar diferenças
Automação significa:
consistência
auditoria fluida
fechamento mais rápido
Você consegue simular impactos para o próximo ano?
IFRS 16 afeta o futuro. Então não basta fechar passado.
Você precisa conseguir responder:
qual o impacto dos contratos que vencem em 2026?
quanto do passivo vai migrar para curto prazo?
que contratos terão reajuste e como isso altera despesa?
Sem simulação, a diretoria perde previsibilidade.
Seu sistema conversa com o ERP?
Se o time precisa exportar planilha, ajustar, importar de novo… o processo fica frágil.
Integração direta garante:
lançamentos padronizados
redução de esforço operacional
menos divergência entre áreas
fechamento com menos fricção
O que o checklist IFRS 16 revela na prática
Se você marcou “não” em 2 ou mais itens, não significa que a empresa está fora da norma.
Significa que ela está vulnerável.
E vulnerabilidade em IFRS 16 normalmente aparece quando?
no fechamento anual
na auditoria
na renegociação bancária
na análise de desempenho
Ou seja… sempre no momento mais sensível.
Como dar o próximo passo sem começar do zero
A boa notícia é que não precisa reinventar a roda.
O caminho mais eficiente é estruturar IFRS 16 em uma plataforma especializada, que:
centraliza contratos
automatiza cálculo
parametrize regras
gera relatórios auditáveis
integra com ERP
permite simulação de cenários
Isso transforma IFRS 16 de “tarefa sofrida” em governança contínua.
Conclusão
O próximo ciclo contábil chega rápido. E IFRS 16 não dá margem para improviso.
Se você quer entrar em 2026 com previsibilidade, rastreabilidade e menos stress no fechamento, o checklist acima te mostra exatamente onde focar. O ponto não é só cumprir a norma.
É cumprir com controle, velocidade e segurança. Conte com a Projeto Único.




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